Allisson Paixão

Frank Aguiar quer ser candidato a senador em 2018 na chapa de Wellington Dias

17/05/2017 - Atualizado em: 17/05/2017, 16:49 Publicado por: Redação OitoMeia

O cantor Frank Aguiar, filiado ao PRB, já anunciou que quer ser candidato a senador nas Eleições 2018.

Natural da cidade de Itainópolis, o eterno Cãozinho dos Teclados instalou-se em Teresina para se candidatar, pela primeira vez, pelo estado natal.

Ex-vice-prefeito da cidade de São Bernardo do Campo-SP e ex-deputado federal, Frank Aguiar tem dito que quer realizar o sonho de defender os interesses do Piauí na política.

Frank Aguiar quer ser senador pelo Piauí (Foto: Reprodução)

“Já fui deputado pelo estado de São Paulo, dei minha contribuição, sempre sem esquecer do Piauí. Agora nada mais justo do que tentar ser eleito pelo meu estado, de defender as coisas dessa gente”, disse Frank Aguiar em entrevista ao jornalista Pedro Alcântara da TV Antena 10.

Segundo especula-se Frank Aguiar pretende causar uma aproximação do partido que se filiou, o PRB, com o do governador Wellington Dias (PT). Ele quer entrar na luta pela segunda vaga de senador –a primeira é de Ciro Nogueira (PP)- da chapa majoritária, que já tem um bocado de peixe grande disputando, como Regina Sousa (PT), Júlio César (PSD) e Flávio Nogueira (PDT).

Adolescente posta fotos em redes sociais com armas e mãe a expulsa de casa

17/05/2017 - Atualizado em: 17/05/2017, 09:41 Publicado por: Redação OitoMeia

Uma situação dramática foi registrada pela Polícia Militar na noite desta terça-feira (16/5) na Vila Costa Rica, zona Sul de Teresina.

Uma mãe expulsou a própria filha, de inicial M, de 14 anos, de sua casa, após descobrir que ela se juntou a acusados de tráfico de drogas e passou a postar fotos em suas redes sociais exibindo armas.

Adolescente é expulsa pela mãe após se exibir com armas (Foto: Reprodução)

O motivo da mãe: ela não quer que o filho mais novo, que tem 4 anos, tenha a irmã como exemplo. Em entrevista à TV Meio Norte a mãe admitiu que já foi presa, que não esconde de ninguém, mas que já pagou pelo crime que cometeu, se arrepende e quer viver uma vida longe de confusões.

“Eu tenho esse e mais outro menino para criar. Mandei a M para a avó dela cuidar, porque eu é que não vou sustentar uma menina que agora quer ficar ostentando revolver de vagabundo em rede social”, afirmou. Os policiais nada puderam fazer. A adolescente não possui passagem pela Polícia e nem revelou com quem anda hoje em dia.

Empresário Silvio Leite e jornalista Eli Lopes assumem que estão namorando

17/05/2017 - Atualizado em: 17/05/2017, 01:05 Publicado por: Redação OitoMeia

Duas figuras públicas bastante conhecidas da sociedade teresinense estão realmente namorando: o empresário Silvio Leite e a jornalista Eli Lopes.

O casal fez uma de suas primeiras aparições em público no casamento do secretário estadual de Administração Franzé Silva, semana passada. Posaram para colunas sociais como a do jornalista Péricles Mendel, do Portal Cidade Verde, autor da foto abaixo:

Silvio Leite e Eli Lopes (Foto: Péricles Mendel / Cidade Verde)

Drogarias Big Ben fecham as portas e mais de 100 ficam desempregados só em Teresina

16/05/2017 - Atualizado em: 16/05/2017, 16:21 Publicado por: Redação OitoMeia

Todas as 14 farmácias das Drogarias Big Bem em Teresina fecharam suas portas a partir desta terça-feira (16/05).

Quem procurar pelos serviços das farmácias encontrará cadeado, trancas e talvez um aviso de “Big Bem encerrou suas atividades”.

Big Ben localizada no cruzamento da Nossa Senhora de Fátima com Dom Severino: fechada (Foto: OitoMeia)

O fechamento ocorre simultaneamente em todas as lojas do Piauí e do Maranhão. O OitoMeia buscou contato com algumas das gerências em Teresina, mas nenhum dos funcionários disse estar autorizado a se manifestar.

Por telefone o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Piauí (Sinfarpi), José Vilmory, informou que até a tarde desta terça-feira não foi comunicado oficialmente do fechamento das Drogarias Big Ben, apesar de já ter constado e sido informado através de colegas farmacêuticos.

“A Big Ben possuía pelo menos 14 lojas em Teresina, em todas as regiões da cidade. Fora o que tinha no interior do estado. Destas, temos conhecimento de 67 farmacêuticos. Assim que formos notificados, iremos dar todo o atendimento necessário para que não se sintam desamparados”, disse Vilmory.

Cartaz de que o estabelecimento foi fechado está colado em algumas lojas (Foto: Reprodução)

Mesmo tendo conhecimento de que 67 farmacêuticos estarão desempregados, o presidente do sindicato não soube informar quantos funcionários estariam no olho da rua após o fechamento da rede de farmácias. Especula-se que seriam mais de 100. Algumas das lojas já começaram o processo de retirada dos itens.

O OitoMeia entrou em contato pelos telefones das farmácias no Pará, mas funcionários informaram que não sabiam o contato de assessoria de imprensa. O portal enviou email para  que foi colocado a disposição no site das Drogarias Big Ben, que é o falecomagente@drogariasbigben.com, para saber se existe algum posicionamento da empresa. As Drogarias Big Ben estavam sob o comando do grupo Brasil Pharma e há muito especulava-se sobre estar em processo de falência. A marca Big Ben, vinda do Pará, abriu várias lojas desde o começo dos anos 2000 no Piauí, no Maranhão, no Ceará e em Pernambuco.

Marcelo Castro: “Eu fui agredido, levei uma placada na cabeça. E não chutei ninguém. Me contive”

16/05/2017 - Atualizado em: 16/05/2017, 11:46 Publicado por: Redação OitoMeia

O deputado federal Marcelo Castro (PMDB), por telefone, falou ao OitoMeia sobre o tumulto no Aeroporto de Teresina, na tarde desta segunda-feira (15/05). Ele foi acuado por um grupo de manifestantes, boa parte ligados à CUT, PT e PSTU, que foram protestar contra as Reformas Trabalhista e da Previdência.

Marcelo Castro negou que tenha agredido alguém, apesar de já terem divulgado essa informação, e explicou que na verdade conteve uma tentativa de chute. Agiu por impulso após, garante, ter sido agredido com um empurrão e uma placa de madeira que bateu na sua cabeça. “Mas na hora, se você ver pela imagem, não dei chute algum. Foi uma tentativa, que contive na mesma hora. E eu estava calmo, mas reagi por impulso, após acertarem uma placa na minha cabeça”, explicou.

Leia a entrevista:
OitoMeia: O que de fato aconteceu naquela tarde, no Aeroporto Petrônio Portela?
Marcelo Castro: Eu cheguei para pegar o voo direto para Brasília (DF), tranquilo, sem saber que iria ter manifestação. Fui de peito aberto, não esperava ser recebido daquela maneira, com pessoas me chamando de golpista, vaiando…

OitoMeia: O senhor ficou incomodado por ser chamado de golpista, já que não votou pela aprovação do impeachment da presidente Dilma Roussef?
Marcelo Castro: Olha, todos podem e têm direito a livre manifestação. Mas alguns ali pareciam não saber o que estavam fazendo. Xingavam, ameaçavam… Eu passei por eles e me senti acuado. Me cercaram e disseram um monte de coisas. Agora a palavra de ordem deles era me chamarem de “golpista”. Ora, eu votei contra o que eles chama de golpe. Não entendi o motivo de me chamarem de golpista. Se queriam me agredir, que me chamassem de outra coisa.

Ora, eu votei contra o que eles chama de golpe. Não entendi o motivo de me chamarem de golpista. Se queriam me agredir, que me chamassem de outra coisa

OitoMeia: O senhor foi agredido, fisicamente, por algum deles? E se sim, aquele reação que aparece no vídeo, foi um chute, uma reação de sua parte?
Marcelo Castro: Eu tentei passar para ir para a sala de embarque numa boa, sem entrar em conflito. Um dos manifestantes, que era a Lourdes Melo (professora, do PCO), me segurou e não queria me deixar passar. Eu consegui ajuda de um rapaz, que é o Charles, que trabalha com o deputado (federal) Júlio Cesar, e fui passando pelo lado. Mas quando eu já estava indo, alguém me empurrou e uma placa daquelas que eles estavam na mão bateu forte na minha cabeça. Sofri uma placada na cabeça. Foi uma agressão física. E eu reagi impulsivamente. Instintivamente. Nem refleti no momento. Mesmo assim, veja que no vídeo eu tive a intenção de chute, mas me contive. Não chutei ninguém. Seria uma reação a uma agressão, mas mesmo assim não o fiz. Foi uma tentativa. Mas aí foram espalhar mentirosamente que eu chutei uma pessoa. É mentira. E muitos caíram nessa mentira.

Sofri uma placada na cabeça. Foi uma agressão física. E eu reagi impulsivamente. Instintivamente. Nem refleti no momento. Mesmo assim, veja que no vídeo eu tive a intenção de chute, mas me contive

OitoMeia: O que o senhor entendeu que eles reivindicavam?
Marcelo Castro: Exigiam que votássemos contra as reformas, mas acho que tem uns que nem entendem os benefícios de uma reforma trabalhista como essa. Eu mesmo analisei bastante antes de tomar qualquer posição. Ouvi alguns dizerem que a reforma tirará as férias, o 13º salário… um absurdo. Isso não procede. Eu assisti até um professor da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) explicando os pontos da reforma trabalhista. Ela não tira qualquer direito trabalhista. Estão todos mantidos. A reforma pelo contrário facilita a vida do cidadão, do trabalhador, junto à sua empresa, em qualquer categoria. Agora essa reforma dá um tranco nos sindicatos que são cheios de pelegos que vivem de cobrar imposto de trabalhador. Os bons sindicatos, aqueles que defendem de fato o trabalhador, agradecem essa reforma. Os ruins, os que têm gente corrupta, esses se acabarão dentro de uma seleção natural. Esses é que não têm cabimento de ainda existirem.

Essa reforma dá um tranco nos sindicatos que são cheios de pelegos que vivem de cobrar imposto de trabalhador. Os bons sindicatos, aqueles que defendem de fato o trabalhador

Drogarias Globo agora vão atender via drive-thru: compre remédio sem sair do carro

16/05/2017 - Atualizado em: 16/05/2017, 16:33 Publicado por: Redação OitoMeia

As Drogarias Globo, pertencente ao Grupo Jorge Batista, está abrindo a opção de compra via drive-thru: você vai poder comprar remédio sem sair do carro.

Drogaria Globo terá drive-thru (Foto: OitoMeia)

A primeira farmácia da rede a ter essa opção fica localizada na avenida Dom Severino, próximo ao restaurante CocoBambu. E já deve inaugurar a opção de drive-thru na próxima semana.

Principal concorrente das redes Pague Menos e Big Bem no Piauí, hoje as Drogarias Globo são as que mais se espalham por Teresina. A intenção é ter pelo menos uma opção de drive-thru em cada região da cidade.

Marcelo Castro, que foi “Dilmista”, é acuado por manifestantes, não suporta e dá ‘totózinho’

16/05/2017 - Atualizado em: 16/05/2017, 09:38 Publicado por: Redação OitoMeia

O deputado federal Marcelo Castro (PMDB) foi o único a sofrer com a pressão dos exaltados manifestantes, maioria vestidos de vermelho, na tarde desta segunda-feira (15/05) que foram ao Aeroporto Petrônio Portela, zona Norte de Teresina, chamar os parlamentares piauienses de “golpistas”.

Eles sabiam do horário do voo Teresina – Brasília (DF), já que boa parte dos deputados e senadores geralmente viaja de volta na tarde de segunda-feira para retomar os trabalhos na Câmara ou Senado, e fizeram uma manifestação para peitar e provocar os parlamentares.

Além dos gritos de “golpista”, “facista”, entre outros, os manifestantes, ligados à CUT, PT e PSTU, queriam forçar os deputados federais e senadores da bancada do Piauí a não votar a favor das reformas (trabalhista e especialmente a previdenciária). A ordem dada era intimidar mesmo!

Estavam no aeroporto, além de Marcelo, os deputados Silas Freire (PR), Mainha (PP) e Júlio César (PSD). Silas já havia se manifestado votar a favor e não chegou a ser acuado, apesar de terem cartazes com seu nome. Mainha entrou rapidamente na sala de embarque e não foi percebido. Já Júlio evitou a confusão e entrou pelo hangar.

Os outros parlamentares piauienses ou já haviam viajado ou preferiram atrasar seus voos. No vídeo que tem sido compartilhado em tudo que é rede social é possível ver Marcelo Castro sendo quase que interceptado pelos manifestantes. Um deles, bastante conhecido, que é a professora Lourdes Melo, chega a segura-lo para que não ande até o embarque. É aí que, no meio do tumulto, ouvindo palavrões e muita pressão, ele dá um totózinho (na linguagem futebolística é aquele chute leve na canela. Que de leve só tem o movimento: Doi muito!). Assessores do deputado o tiraram para evitar confusão maior. Assista:

Marcelo Castro, para quem não lembra, fui “Dilmista” até na hora da votação que garantiu o impeachment da ex-presidente. Ser chamado de “golpista” era a última coisa que esperava no meio de toda essa turbulência política. Além de ter sido ministro da Saúde de Dilma Roussef (PT), ele não votou a favor de sua saída e sempre demonstrou lealdade, inclusive no Piauí, onde ele preside o PMDB e apoia a aliança com o governador Wellington Dias. “Fascismo escancarado foi a intimidação ao parlamentar, chamado de golpista, encurralado, caçado por um bando raivoso. Tenho medo deste tipo de ação, que pode ser replicada por fascistas de outras orientações político-ideológicas”, escreveu em seu Facebook o jornalista Cláudio Barros. “Ataque acovardado patrocinado pelo PT”, comentou o deputado estadual Robert Rios (PDT) na mesma postagem. Confira:

 

Ida de W. Dias a Curitiba-PR para apoiar Lula gera críticas nas redes sociais

10/05/2017 - Atualizado em: 10/05/2017, 16:00 Publicado por: Redação OitoMeia

O governador Wellington Dias (PT) dá mais uma demonstração do quanto é fiel na relação pessoal que tem com o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Claro e evidente que há um movimento entre toda a militância petista -uma das mais organizadas, vale ressaltar-, mas ele tinha a opção de não ir. Que significaria não se expor.

Wellington Dias posa ao lado de petistas momentos antes de Lula depor à Moro (Foto: Divulgação)

Para W.Dias, a demonstração de apoio a Lula está acima de qualquer arranho à sua imagem. E olha que o governador piauiense, por mais que batam no seu partido em nível nacional, tem uma popularidade que salta os olhos.

Nas redes sociais, não foram poucos os que questionaram a ida de Wellington à chamada ‘vigília política-religiosa’, na noite desta terça-feira e até o horário do depoimento de Lula, às 14h desta quarta-feira (10/05), ao juiz Sérgio Moro.

O principal questionamento dizia respeito à forma como o governador fez para estar em Curitiba. “Quem paga essa conta é o povo”, comentou um internauta. Outro questionamento tratava da presença de Wellington em outro estado em horário em que deveria estar trabalhando no Piauí.

Veja algumas postagens:

Assessor especial do governador Wellington Dias, o jornalista Álvaro Carneiro postou no Twitter que o governador pagou do próprio bolso a sua ida a Curitiba. “Foi em avião da Gol e pagou sua hospedagem com recursos pessoais”. Segundo uma fonte, W.Dias gastou inclusive conta de hotel com cartão de crédito próprio.

Veja a postagem de Álvaro:

EM CURITIBA
O governador Wellington Dias se manifestou a respeito das críticas feitas nas redes sociais. Ao receber Lula, que chegou à capital paranaense acompanhado da também ex-presidente Dilma Rousseff (PT), acompanhado do governador do Acre, Tião Viana (também PT), ele disse que estava ali por “mais que defender Lula”, mas defender “o Brasil que sonhamos com  Lula. Um Brasil para todos”.

W.Dias considera que não há provas contra o ex-presidente Lula e que não pode permitir que o poder do judiciário seja “usado para perseguir, para destruir a imagem de um líder do povo”. Em nota o governador lembra da ex-primeira dama, Marisa Letícia: “Morreu sofrendo muito pelas calúnias e difamação e ataques à sua família. Queremos respeito, ao cidadão Lula e respeito à Constituição e as leis do nosso país”. Veja a nota na íntegra:

Hoje estamos juntos com Lula, em Curitiba, pedindo respeito à Constituição e às leis.

Este Brasileiro, um dos maiores lideres do mundo, esteve presente em todos os grandes momentos da história democrática da ditadura militar para cá. Com Brizola, Ulisses Guimarães, João Amazonas, Miguel Arrais, Tancredo Neves… Lula este à frente na Luta por eleições diretas, democracia, por um Brasil soberano e sem se ajoelhar ao Fundo Monetário Internacional, por liberdade de imprensa e por uma Constituição Cidadã e com grandes avanços como a Constituição de 1988.

É mais que defender o Lula, defendemos o Brasil que sonhamos com Lula. Um Brasil para todos, para os que amam ou odeiam o Lula, quem vota ou não vota no Lula, POR UM BRASIL PARA TODOS, contra um projeto de “Brasil para poucos”; e um Brasil que possa seguir tirando os que ainda precisam de alimento, de emprego, de moradia Minha Casa Minha Vida, água potável e para todos, Luz para todos… estamos em Curitiba para defender um Brasil que volte a crescer e gerando emprego e aumentando a renda dos que trabalham, um Brasil que combata de verdade a corrupção e cumprindo a Constituição e a Lei.

Não há provas de qualquer crime cometido pelo Lula. E não podemos permitir que o poder do judiciário seja usado para perseguir, para destruir a imagem de um lider do povo e sua família, nem dona Mariza que morreu sofrendo muito pelas calúnias e difamação e ataques à sua família… queremos respeito, ao cidadão Lula e respeito à Constituição e as leis do nosso país.

Estamos em Curitiba em defesa do Brasil!

Wellington Dias”

Wellington Dias e Tião Viana foram recepcionar Lula (Foto: Divulgação)

Rômulo e René, campeões pelo Flamengo, exibem bandeira do Piauí no Maracanã

08/05/2017 - Atualizado em: 08/05/2017, 09:16 Publicado por: Redação OitoMeia

Os piauienses Rômulo e René, ambos naturais de Picos, comemoram o título do Campeonato Carioca 2017, na tarde-noite deste domingo (08/05) exibindo a bandeira do Piauí no Maracanã.

Ao lado de suas esposas, Romulo e René exibiram a bandeira ao lado da taça. A imagem foi bastante compartilhada em vários grupos de WhatsApp -até por antiglamenguistas piauienses, felizes com o gesto- por toda a noite de domingo.

Lateral esquerdo, René, vindo para a temporada 2017 do Sport-PE, foi titular e teve papel importante no esquema tático do Flamengo que bateu o Fluminense por 2 a 1 e sagrou-se campeão carioca. Já o volante Romulo não pôde jogar por estar lesionado.

Jogadores piauienses exibem bandeiras do Piauí no Maracanã (Foto: Reprodução)

Jogadores piauienses exibem bandeiras do Piauí no Maracanã (Foto: Reprodução)

Cassandra Lages fala ao OitoMeia: “Deixem a Fernanda em paz”

06/05/2017 - Atualizado em: 06/05/2017, 11:04 Publicado por: Redação OitoMeia

Na última quarta-feira (03/05) o pai de Fernanda Lages, Paulo Lages, e a tia, Cassandra Lages, quebraram o silêncio e voltaram a se pronunciar sobre o caso da jovem encontrada morta no dia 25 de agosto de 2011 no prédio em obras do Ministério Público Federal, localizado na zona Leste de Teresina.

Paulo divulgou uma carta, que foi divulgada no jornal Diário do Povo e no Portal Az, e repudiou o livro ‘O Boato – Verdade e reparação no Caso Fernanda Lages’, de autoria de Eneas Barros. Aproveitou para repudiar a repercussão dada ao livro aqui no OitoMeia. Cassandra publicou em seu perfil no Facebook um desabafo também criticando o livro e a repercussão feita por este portal.

O OitoMeia vem a público esclarecer que respeita e se solidariza com a dor da família de Fernanda Lages. Como editor-executivo do veículo, um portal de notícias que possui apenas 5 meses de existência, sinto-me na obrigação de informar que a linha editorial deste portal é de total e respeitosa isenção a todo e qualquer assunto. Mas, ao contrário do que foi dito, não temos apenas nos baseado no livro de Eneas Barros para tratar do Caso Fernanda Lages.

Desde o início do ano temos dado repercussão a este emblemático caso por ser justamente algo que a sociedade e, claro, principalmente, a família, precisam saber o que realmente aconteceu há quase seis anos. Por isso o OitoMeia passou a fazer matérias, desde janeiro deste ano, cobrando o Ministério Público sobre o Caso Fernanda Lages, como mostra a matéria do link a seguir: CLIQUE AQUI E CONFIRA. O motivo da cobrança é que na época haviam dois promotores que disseram ter um “figurão que calça o pé tamanho 42” que seria o assassino. Um dos promotores, Eliardo Cabral, se aposentou. O outro, Ubiraci Rocha, abandonou o processo no último dia 24 de fevereiro deste ano, numa tarde de sexta-feira de Carnaval.

Matéria do OitoMeia de janeiro deste ano cobra o MP (Foto: Reprodução)

Sobre organizar falas retiradas do livro e apresenta-las de “forma sensacionalista”, ao lembrar a matéria intitulada ‘Lucas Villa: o ponto de equilíbrio no Caso Fernada Lages’ (CLIQUE AQUI E LEIA ESTA MATÉRIA) nos baseamos no trecho da entrevista do advogado, que está no citado livro. O advogado da família Lucas Villa disse claramente que existia uma angústia e que precisava dar uma resposta às pessoas que lhe “constituíam”, no caso os familiares da vítima. “Eu não podia chegar e dizer “não foi o Jivago””, diz Villa em sua fala no livro. Segue trecho abaixo do que disse o advogado:

Trecho da entrevista de Lucas Villa ao livro ‘O Boato’ (Foto: Reprodução)

O OitoMeia já havia procurado, antes mesmo do lançamento do livro de Eneas Barros, a família de Fernanda Lages, para saber se gostariam de falar alguma coisa, já que o MP não tinha ainda se posicionado e, como toda a imprensa, inclusive o OitoMeia, estava divulgando, havia a suspeita de que parte do processo teria sumido. Cassandra Lages não quis se pronunciar e não repassou o contato de Paulo Lages, também afirmando que ele não iria se pronunciar. Este portal tem como característica ouvir todos os lados para publicar uma reportagem, mesmo que um dos lados envolvidos ou citados não queria se manifestar. E mais uma vez o OitoMeia buscou Cassandra e Paulo Lages para que pudessem se manifestar após a publicação da carta onde repudiam o livro de Eneas Barros e citam o portal. Nesta quinta-feira Cassandra Lages falou e pediu um tempo para conseguir falar com Paulo Lages. No início da tarde desta sexta-feira (05/05) Cassandra informou que Paulo não quer mais falar sobre o assunto.

Cassandra Lages falou ao OitoMeia por telefone (Foto: Reprodução Facebook)

“QUEREMOS QUE DEIXEM A FERNANDA EM PAZ”
Cassandra atendeu, muito educadamente a ligação telefônica, e finalmente falou sobre um assunto que há muito tempo ela não falava em entrevista à imprensa. E pediu, ao OitoMeia e a todos os veículos de comunicação: “Queremos que deixem a Fernanda em paz”. Abaixo, a entrevista que Cassandra concedeu a mim, por telefone:

OitoMeia: Gostaríamos de falar com a senhora e o senhor Paulo sobre o caso…
Cassandra Lages: Olha, nós não queremos é que falem mais sobre isso… queremos que deixem a Fernanda em paz….

OitoMeia: Mas este portal e parte da imprensa ainda tratam do assunto porque ainda não foi concluído no Ministério Público, a senhora não acha que deve haver essa cobrança ao MP?
Cassandra Lages: Vai adiantar? O que eu acho é que vocês, do portal, citaram um trecho do livro (O Boato), interpretaram errado. Eu nem comprei o livro, mas tive acesso à entrevista do Doutor Lucas. E ele não disse aquilo. Vocês que interpretaram errado…

OitoMeia: A senhora acredita que exista um direcionamento? Garanto a senhora, saindo em defesa do portal, que não há direcionamento algum de nossa parte, tanto que já há um bom tempo havíamos procurado a senhora.
Cassandra Lages: Eu não sei… ah, mas sobre o livro eu faço é afirmar que há sim um direcionamento. Eu falei com o Eneas, estive na casa dele, mas eu sabia que era um livro que não ia falar da coisa em si. As perguntas dele eram muito especificas… Foi por isso que eu mandei tirar minha entrevista… o Paulo também não permitiu a dele (Eneas respeitou o pedido da tia e do pai de Fernanda e não publicou as entrevistas deles no livro).

É um problema lá entre eles, o Jivago (Castro) e o Arimateia (Azevedo). Que se resolvam por lá, entre eles

OitoMeia: Específicas em que sentido?
Cassandra Lages: Olha, ele (Eneas) direcionou o livro para uma coisa só. E que é um problema lá entre eles, o Jivago (Castro) e o Arimateia (Azevedo). Que se resolvam por lá, entre eles. Nossa família não tem nada a ver com isso.

OitoMeia: Mas a senhora não concorda que foi divulgada, no portal deste jornalista, uma matéria com o nome do Jivago, colocando-o como suspeito, e que por isso surgiu um boato com relação a ele, Jivago?
Cassandra Lages: As pessoas é porque não lembram das coisas. Sabe quando foi a primeira vez que citaram o nome desse aí (Jivago)? Vou relembrar: A Fernanda morreu, se não me engano, de quarta para quinta. No sábado eu vi a primeira insinuação com esse nome. Foi com aquele repórter, o Efrém Ribeiro (Jornal Meio Norte). Ele perguntando se era com “G ou J”. E outra: Investigado, todo mundo foi. Ninguém, nem minha família apontou o dedo para ninguém.

OitoMeia: Mas a senhora percebe que, após a publicação do livro muita coisa que foi dita naquela época do Caso Fernanda Lages foi ‘desdita’ hoje?
Cassandra Lages: Problema é que todo mundo diz e depois desdiz. A PF, por exemplo, na nossa frente, na frente de toda a família, disse muita coisa. Você ficaria abismado se ouvisse o que diziam para a gente naquele tempo…

Problema é que todo mundo diz e depois desdiz. A PF, por exemplo, na nossa frente, na frente de toda a família, disse muita coisa

OitoMeia: O que diziam?
Cassandra Lages: Diziam, por exemplo… o delegado Freitas (da PF) disse que tinha convicção que a Fernanda não cometeu suicídio. Eu lembro, quando falou de uma amiga dela, a Nayra… E eu não posso julgar as amigas da Fernanda. A Nayra não era do seio, do convívio da família. Só aparecia quando aparecia a Fernanda. Aí foi lá que ficamos sabendo que ela era garota de programa. E depois virou cafetina. Mas não fomos nós que dissemos isso, foi a Polícia que veio nos dizer.

OitoMeia: A senhora lembra de mais alguma outra coisa que a Polícia tenha dito naquela época e depois ‘desdisse’?
Cassandra Lages: Sim. A Polícia nos disse que o vigia da obra mentiu. Foi o que ele  (delegado Freitas) disse para mim. E no relatório final, o que eles botaram? Eles não fizeram nada. Não botaram nada disso! E nada vai mudar o que eu, o que meu irmão pensamos sobre a morte da Fernanda… Agora, precisam parar. Olha, quanto mais ficar mexendo, mas vai ser pior. E pior sabe para quem?

A Nayra não era do seio, do convívio da família. Ficamos sabendo que ela era garota de programa. E depois virou cafetina

OitoMeia: Como assim, a senhora está insinuando que vai ser pior para um suposto suspeito?
Cassandra Lages: Exatamente. Não é nossa família que vai se incomodar. É outra pessoa. É o suspeito.

OitoMeia: Sendo assim o papel da imprensa é cobrar quem está responsável, no caso o MP, por dar uma resposta a altura. Por isso o OitoMeia fez uma matéria elucidativa com o questionamento “quem é o figurão do pé 42”. Concorda?
Cassandra Lages: Mas não é isso que está acontecendo. Não é. Já chega né…

OitoMeia: Então o melhor seria a imprensa cobrar, já que não é isso que está acontecendo como a senhora diz…
Cassandra Lages: Olha, este portal quase todo dia dá uma coisa. E eu como tia não posso é aceitar que o portal de vocês fique ‘escrafuchando’ (SIC), botando trecho do livro, dando interpretação errônea para o que foi dito lá…. Mas isso é a minha opinião. É o que eu acho.

OitoMeia: Nós entendemos. E respeitamos. Mas como imprensa livre, temos de cobrar o Ministério Público. A sociedade e, claro, principalmente vocês da família, precisam saber quem é esse assassino tão falado pelos dois promotores, pelo Ministério Público, concorda?
Cassandra Lages: Cabe a Polícia, cabe a eles lá do Ministério Público. O que sei é que nada muda meu pensamento de que as coisas são direcionadas. Agora deixem ela (Fernanda).

OitoMeia: Dona Cassandra, me perdoe insistir desta forma, mas existe sim um respeito à dor da família. Vocês perderam um ente querido, a Fernanda. E já que estamos falando, a senhora não considera que nós, a imprensa como um todo, deveria sim divulgar este caso, tentar ajudar a elucida-lo principalmente após, por exemplo, o promotor aposentado Eliardo Cabral ter dito naquele tempo que tinha certeza e tinha até um nome de um assassino, e depois, em um depoimento que virou histórico, num livro recém lançado, desdizer tudo que disse?
Cassandra Lages: Sabe qual foi o erro do Eliardo Cabral? Ele ouvia e falava demais… eu também ouvi muita coisa, mas eu não falava. As pessoas chegavam e diziam coisas. Diziam para ele, e ele falava. Diziam para mim, e eu me calava. Retiro o que disse: Não é que ele fale demais. Refazendo, o que quis dizer é que ele falava tudo o que as pessoas lhe diziam. Ele só falava e saiu dando muitas entrevistas. Eu também ouvia, mas não falava porque não tinha como provar. Mas eu não posso falar pelo promotor Eliardo… Aliás, eu não convivi com ele naquele tempo. Eu convivi com o Doutor Lucas Villa, que era o advogado da nossa família naquele tempo. Com quem eu conversava e sempre foi um grande profissional, foi o Doutor Lucas.

Sabe qual foi o erro do Eliardo Cabral? Ele ouvia e falava… eu também ouvi muita coisa, mas eu não falava. E não falava porque não tinha como provar

OitoMeia: Então a senhora considera que muita gente errou nisso tudo?
Cassandra Lages: Sim. E digo mais: Muita gente errou nisso e cada um quer tirar o seu da reta. Não foi só o Ministério Público não. Teve um perito que disse que não teve tempo. Porque? Foi minha família que não deixou ele trabalhar? Não foi… Naquela época acusaram até a minha família foi acusada até de contratar pistoleiro… Já pensou um negócio desses! A gente sofrendo, com uma morte, uma coisa triste… E disseram o que quiseram da Fernanda, julgaram ela… Fizeram o que bem entenderam… E não é porque portal A, B ou C diga algo que eu, meu irmão e nossa família vamos mudar o que pensamos. A sociedade toda não mudará o que pensa. Não adianta… Hoje em dia as pessoas nem me reconhecem. Estou um pouco diferente do que era naquela época. E o que vejo de gente comentando sobre o caso, é parecido com o que eu penso.

OitoMeia: Ok. Agradeço a senhora e nos colocamos sempre a disposição. O OitoMeia foi fundado por um grupo de jovens jornalistas, homens e mulheres, que honram a profissão. Não escolhemos lado. Apuramos sempre a verdade, independente se ela agrada ou desagrada. Permaneceremos trabalhando, neste e em outros casos, afim de divulgar a verdade dos fatos. Neste caso em específico, estamos cobrando de quem vocês, a família, e a sociedade mais devem cobrar: o Ministério Público.
Cassandra Lages: Ok. Agradeço. Mas, repito, o que eu quero, o que meu irmão quer, o que nossa família mais quer é que deixem a Fernanda em paz…

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