Allisson Paixão

João Henrique Sousa manda recado a Wellington Dias: “Esse Piauí está parado no tempo”

16/01/2017 - Atualizado em: 16/01/2017, 08:07 Publicado por: Allisson Paixão

Engana-se quem pensa que a ideia do ministro João Henrique Sousa, presidente nacional do SESI, de viajar pelo Piauí inteiro para convencer o PMDB de que deve ser oposição ao Governo do Estado é apenas “fogo de palha”.

João Henrique Sousa (Foto: Reprodução TV Cidade Verde)

João Henrique Sousa inicia sua pré-campanha por Piripiri (Foto: Reprodução TV Cidade Verde)

Um dos poucos nomes do estado a ter aproximação –relação de confiança– com o presidente da República Michel Temer (PMDB), ele quer mesmo é viabilizar-se como candidato a governador concorrendo contra a reeleição de Wellington Dias (PT) em 2018. E deu início à sua pré-campanha.

Neste domingo (15/01), começando a caravana que vai percorrer todo o estado, intitulada ‘Piauí em Movimento’, João Henrique Sousa esteve na cidade de Piripiri, a cerca de 160km da capital Teresina. Proferiu palestra com direito a cartazes com sua foto ilustrando auditório e mandou soltar foguetes ao adentrar o recinto. Coisa mesmo de quem quer comprar essa briga!

O tom do discurso, gravado e já divulgado, foi esse: “A ideia é mostrar aos piauienses um Piauí que eles querem de verdade. Não é esse que está aí, que está parado no tempo, que está vencido. Nós vamos seguir esta caravana por todo o estado e levar nossa mensagem. Ao final, saberemos como o PMDB seguirá e vamos e demonstrar que precisaremos ter uma candidatura própria em 2018”.

Ah, e João Henrique não estava sozinho. Foi recebido pelo prefeito recém empossado Luís Menezes (PMDB) e estava acompanhado do deputado federal Átila Lira (PSB) e do presidente da Funasa Henrique Pires (PMDB).

Themístocles Filho é o presidente de Assembleia Legislativa mais longevo do Brasil

11/01/2017 - Atualizado em: 12/01/2017, 10:02 Publicado por: Allisson Paixão

O presidente da Assembleia Legislativa deputado estadual Themístocles Filho (PMDB) ganhou as páginas da editoria de política do jornal Folha de São Paulo, edição desta quarta-feira (11/01).

É que Themístocles, segundo a Folha, é um recordista. É o presidente de Assembleia mais longevo de todas as casas legislativas do Brasil. Renova seu mandato desde 2005.

Um infográfico mostra uma espécie de justificativa: “Atribui os anos no poder a medidas que ajudaram a divulgar os mandatos dos outros deputados”. Ainda na matéria há uma explicação:

“O cientista político Vitor Sandes, da Universidade Federal do Piauí, afirma que Themístocles se mantém no cargo por unir o PMDB e dar governabilidade a governadores com base fraca no interior, como a atual gestão, do PT, e a anterior, do PSB”.

Arte da Folha de São Paulo

Arte da Folha de São Paulo

Engana-se quem pensa que é uma matéria ruim ou debochativa. Só fortalece a imagem de político “dos bons” que Théthé já tem. Leia a matéria na íntegra:

Chefes de Assembleias Legislativas nos Estados se eternizam no cargo
José Marques / João Pedro Pitombo
De Belo Horizonte (MG) / De Salvador (BA)

“Nos últimos 12 anos, o Piauí reelegeu um governador, foi governado quatro anos por outro e voltou a eleger o anterior para o terceiro mandato.

Durante esse tempo, a Assembleia Legislativa do Estado só teve um presidente, que vai ficar ao menos mais dois anos no cargo.

Enquanto a Câmara dos Deputados discute a constitucionalidade da reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidentes de Assembleias nos Estados acumulam mandatos sucessivos de dois anos.

No Piauí, Themístocles Filho (PMDB) bateu um recorde histórico: é o mais longevo desde a retomada das atividades das Assembleias após o Estado Novo, que terminou em 1945.

Em Pernambuco e na Bahia, Guilherme Uchoa (PDT) e Marcelo Nilo (PSL), respectivamente, já completaram dez anos no cargo –Uchoa já foi reeleito para o biênio 2017-2018 e Nilo concorre a mais um mandato em fevereiro.

Os três têm um histórico de proximidade com o Executivo e de atuação em benefício dos pares.

Themístocles se tornou presidente em 2005, no primeiro governo de Wellington Dias (PT). Depois, virou adversário do petista, mas diz que não faz oposição à atual gestão e é próximo ao governador.

“Nós não criamos obstáculos. Nós não temos uma oposição. O PMDB vota as matérias de interesse do Piauí”, afirmou o deputado, que não descarta que seu partido venha a assumir cargos no governo petista.

O cientista político Vitor Sandes, da Universidade Federal do Piauí, afirma que Themístocles se mantém no cargo por unir o PMDB e dar governabilidade a governadores com base fraca no interior, como a atual gestão, do PT, e a anterior, do PSB.

Nilo, da Bahia, ficou conhecido por agradar deputados da base e da oposição com distribuição de cargos e até de bolsas de estudo bancadas pela Assembleia. Ele diz que disputar o sexto biênio consecutivo não estava nos seus planos, mas concorrerá por ser “um momento de crise”.

REGRA DO JOGO

As regras para a reeleição do presidente não são iguais em todas as Assembleias e são definidas pelas Constituições estaduais. Em Pernambuco, por exemplo, foi aprovada uma emenda em 2011 que acaba com mais de uma reeleição para o posto.

No entanto, como a regra só passaria a valer na legislatura atual (2015-2018), Uchoa considerou que a lei não podia retroagir e deveria entender que seu mandato entre 2015-2016 era o primeiro e o de 2017-2018, o segundo.

Pareceres do Ministério Público e da Procuradoria da Assembleia concordam com a interpretação do presidente. Já a OAB entende de modo diferente e entrou na Justiça para pedir sua saída do cargo.

Juiz de direito aposentado, Uchoa era conhecido como um dos homens fortes do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em 2014.

Segundo aliados, sua proximidade com o Judiciário e a defesa que faz dos parlamentares o ajudaram a manter-se no cargo. Opositores criticam esta atitude e falam em subserviência ao Executivo.

“Ele é uma espécie de presidente do sindicato dos deputados”, diz o deputado estadual Edilson Silva (PSOL). A reportagem entrou em contato com a assessoria de Uchoa, que não conseguiu localizar o deputado.

Embora Pernambuco já tenha a legislação que acaba com as reeleições eternas, a Assembleia do Piauí nunca discutiu o assunto.

Na Bahia, um projeto chegou a ser apresentado em 2014, mas não foi votado: “Os próprios deputados que pediram para não votar”, diz Nilo.

Questionado sobre o que acha de limitar o tempo de mandato do presidente, Themístocles respondeu: “Não precisa. Meus colegas já sabem que na próxima eleição à presidência não sou candidato. Já fiz a minha missão”.

Nilo também afirma que não vai disputar mais uma vez depois da eleição para o próximo biênio, em fevereiro. Pela primeira vez, ele deve enfrentar outro candidato da base do governador Rui Costa (PT).

“Esta é uma Casa de iguais. Não posso permitir a perpetuação do presidente no poder em nome de um projeto pessoal”, diz o adversário Ângelo Coronel”.

Setut perdeu a oportunidade de ficar calado ao chamar manifestante de “criminoso”

11/01/2017 - Atualizado em: 11/01/2017, 10:27 Publicado por: Allisson Paixão

Custo a acreditar que a cúpula do sistema de transporte público de Teresina tenha recebido algum tipo de orientação da sua assessoria de marketing para fazer o seu principal nome, o diretor do Setut Marcelino Lopes ir à imprensa chamar manifestante de “criminoso”, “bandido” e “desocupado”.

Diretor do Setut Marcelino Lopes em entrevista ao vivo (Foto: Reprodução da TV)

Diretor do Setut Marcelino Lopes em entrevista ao vivo (Foto: Reprodução da TV)

Só o fato de o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano convocar a imprensa para dar uma entrevista coletiva já surpreendeu. É que é muito raro fazer os empresários donos das principais empresas de ônibus de Teresina falarem. Qualquer jornalista com um pouquinho de experiência por essas bandas pode confirmar isso.

E não se engane, caro leitor. Há dinheiro envolvido nisso. O Setut patrocina muitos de nós, da imprensa (e não está errado). Mas isso não vem ao caso. O fato é que Marcelino poderia ter evitado certas declarações ao aparecer na televisão, ao vivo. É óbvio que é um crime a depredação do patrimônio público. Queimar ônibus deve ter suas consequências para os autores.

Leia a cobertura sobre os protestos: Manifestantes tentam atear fogo em ônibus na UFPI

“Catracaço” e ônibus queimado marcam 2º dia de protesto contra o aumento

Aumento no preço da passagem em Teresina não garante ar-condicionado em todos os ônibus

Promessa de Firmino: passe livre não tem previsão para acontecer em Teresina

Se o diretor tivesse pelo menos associado a fala em que toca em “criminoso”, “bandido” e “desocupado” a um advogado, ou a um policial… ou se fosse em outra ocasião, talvez passasse. Serviu apenas para inflamar uma parte da estudantada que quer porque quer ir para a rua, quer sentar na frente dos carros, quer parar a Frei Serafim e alguns que querem queimar ônibus de “empresário rico”.

Pois é. É essa a imagem que eles têm. Olha o que diz trecho da nota encaminhada pelos DCEs (Diretório Central dos Estudantes) da UFPI e da UESPI: “Atos de vandalismo e de criminosos estão institucionalizados na relação promíscua entre a Prefeitura de Teresina e o Setut. Prejudica toda a população que sofre com a superlotação, sucateamento da frota e preço abusivo da passagem”.

“Comentaram sobre atear fogo em ônibus?”, você deve estar se perguntando. Claro que não! E nem vão! Querem protestar. E quanto mais combustível, quanto mais forem inflamados por quem deveria tentar colocar panos quentes nessa briga população versus empresários –infelizmente, cada um está de um lado–, mais incêndios teremos. E não necessariamente precisa ser dentro de um ônibus lotado de passageiros…

“Incendiar parte dos poucos ônibus que temos, vai resolver a situação?”

10/01/2017 - Atualizado em: 10/01/2017, 09:20 Publicado por: Allisson Paixão

“Os manifestantes de hoje serão os vereadores de Teresina amanhã”.

Ouvi isso de um colega jornalista, fazendo uma clara referência aos que foram eleitos -e empossados- recentemente, Deolindo Moura (PT) e Enzo Samuel (PCdoB).

Esses dois estavam, há cerca de quatro anos, participando de manifestações contra o aumento no preço das passagens de ônibus. Lideravam grupos, se organizavam para irem às ruas.

Enzo, quando foi levado pela Polícia durante protesto em 2012 (Foto: Reprodução YouTube)

Enzo, quando foi levado pela Polícia no protesto em 2012 (Foto: Reprodução YouTube)

Deolindo também foi levado pela Polícia durante o protesto de 2012 (Foto: ReproduçãoYouTube)

Deolindo também foi levado pela Polícia em 2012 (Foto: ReproduçãoYouTube)

Agora, como vereadores, “representantes do povo”, estão sendo cobrados via redes sociais antes mesmo da primeira sessão plenária. Foram obrigados a soltar tímidas notas contra o aumento. Mas disseram que “apoiam” o prefeito Firmino Filho (PSDB) por ter congelado o preço da tarifa para estudantes.

Pois é. Quando se vai para o lado de lá a coisa muda…

Falando particularmente do protesto de 2012, o prefeito era o hoje senador Elmano Ferrer (PTB) e o governador era o hoje sem mandato Wilson Martins (PSB). Teve confronto, quebra-quebra, tiros de balas de borracha, gente presa (até o Enzo, como mostra o vídeo abaixo) e também teve ônibus queimados.

Não que seja normal, mas vinha tudo dentro de uma sequência, de quem protestava e de quem tentava impedir: eles fechavam a avenida, a polícia tentava tirá-los das ruas; eles invadiam ônibus, a polícia atirava spray de pimenta… Quem não tinha nada a ver com o protesto, mesmo que não concordasse com a depredação, já se preparava. Saia das paradas, pedia carona, ligava para alguém ir buscar… dava-se um jeito.

De certa forma, os manifestantes tinham um ‘apoio’ da população. “Aumento abusivo”, “não há motivo para tamanho aumento no preço da passagem”. Eram essas as falas de revolta das pessoas. Bem parecido com as de agora…

No entanto, o que se observa no protesto também intitulado de #ContraOAumento, de janeiro de 2017, é um erro na estratégia dos manifestantes que faz com que a população não aprove o gesto, por exemplo, de queimar ônibus. Vale ressaltar: depredação do patrimônio público é crime em qualquer lugar do Brasil.

Ônibus é incendiado durante manifestação do Contra o Aumento, na avenida Frei Serafim (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Ônibus é incendiado durante manifestação na avenida Frei Serafim (Foto: Reprodução/Whatsapp)

O advogado Ismael Silva postou em sua página no Facebook o que muita gente gostaria de dizer, mas ficou com medo: “Não houve manifestação, houve baderna”. Ele disse que ficou por mais de duas horas esperando um ônibus até chegar em casa. É que, como os manifestantes queimaram um dos poucos ônibus que tinha ar-condicionado, o Setut determinou a retirada de circulação de toda a frota. Consequência: paradas de ônibus lotadas durante a noite e muita gente revoltada. Mas com os manifestantes!

Postagem de Ismael Silva foi compartilhada por muita gente (Foto: Reprodução Facebook)

Postagem de Ismael foi compartilhada por muita gente (Foto: Reprodução Facebook)

“É difícil compreender a mente do ser humano, que tenta conquistar seus direitos, violando o do próximo. Tanto instrumento de manifestação e os irresponsáveis acham que incendiar parte dos poucos ônibus que temos, vai resolver a situação? Sou contra o reajuste da Tarifa do Transporte Público Coletivo de Teresina, mas também sou contra manifestações desordeiras e não pacíficas”, escreveu Ismael, tendo apoio de muitos dos que leram sua opinião.

Cerca de 500 ‘inocentes’ estão presos no Piauí, segundo a Sejus

09/01/2017 - Atualizado em: 09/01/2017, 17:44 Publicado por: Allisson Paixão
Presos amontoados: no Piauí, há 4 mil presos para apenas 2 mil vagas (Foto: Antonio Millena / Veja)

Presos amontoados: no Piauí, há 4 mil presos para apenas 2 mil vagas (Foto: Antonio Millena / Veja)

O nome ‘inocente’ leva aspas porque se faz necessário. Mas é que o Piauí possui a maior taxa de presos provisórios do Brasil. É apenas uma das várias revelações feitas após as últimas rebeliões nos presídios do Amazonas e Roraima, que escancararam para o mundo muito mais que falta de estrutura e a falência do sistema carcerário Brasileiro.

Os novos Carandirus Brasil afora foram expostos em forma de 89 corpos esquartejados recebidos por uma insensibilizada e odiosa opinião pública. Eufórica, prova que o ódio está vencendo a guerra com a razão. Tamanha barbárie -comemorada por alguns- revela, além da perca da civilidade de sociedade: as graves falhas estruturais de um sistema jurídico caótico, lento e ineficiente.

E aí chama a atenção casos como o do Piauí, com a mais alta taxa de presos provisórios dentro de uma população carcerária de 4.200 presos distribuídos em 16 unidades penais construídas para abrigar apenas 3.500 presos. Os números são da própria secretaria estadual de Justiça (Sejus). Significa um déficit de 20%. Destes 4.200 presos, o mais grave é que 62% são de presos provisórios ainda à espera de um julgamento, sem nenhuma condenação.

Segundo as estatísticas da Justiça, do total de presos julgados, 20% deverão ser absolvidos pelas mais diversas razões. Independente dos crimes que cometeram para estarem presos, esse número revela que aproximadamente 500 ‘inocentes’ se encontram encarcerados hoje em dia. Privados do bem maior, que é a liberdade, esperando por uma justiça igualitária. Mas, como o Poder Judiciário é lento e não tem estrutura suficiente, faz com que este preso custe alto para o Estado.

Aí vai um exemplo:  Em março de 2013 o agricultor F. S R, 19 anos, filho de família muito pobre no interior de Oeiras, foi preso acusado pelo vizinho de ter furtado uma galinha. Conduzido algemado à delegacia da cidade, ele aguardou meses até ser transferido para o presidio de Vereda Grande. Lá, segundo seu relato, viveu o pior pesadelo que um ser humano é capaz de suportar, violência e abusos sexuais diários vivaram sua rotina enquanto aguardava julgamento justo.

Passados quase dois anos, foi posto em liberdade. Quem o acusava sequer apareceu no julgamento para depor contra e provar a acusação. O jovem foi colocado em liberdade e uma semana depois matou seu acusador com doze facadas. Esse é um caso verídico. A insensibilidade da justiça e o precário sistema carcerário produziram em F um monstro que nem a fome e o extinto de sobrevivência foram capazes de fazer.

Mas soluções existem. Em fevereiro de 2015 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), juntamente com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça, no estado de São Paulo, lançaram um projeto simples e eficaz. Era o projeto Audiência de Custodia, onde o preso em flagrante tinha direito a uma audiência com a participação da defensoria e promotoria pública e seria avaliado a prisão sob o aspecto da legalidade, da necessidade e da adequação da continuidade da prisão ou da eventual concessão de liberdade. Com ou sem a imposição de outras medidas cautelares.

É preciso entender que preso não é verba e nem precisa ser despesa. Se a justiça brasileira, muito bem paga pelo contribuinte, fizesse o dever de casa pelo menos 500 dos que estão amontoados nas celas dos presídios locais não estariam ali esperando a tal ‘reintegração’. O convívio com a sociedade, em liberdade. Prestando serviço e sendo útil como cidadão. Otimista que sou, eu acredito.

Firmino manda tirar dinheiro e escolas de samba podem não fazer Carnaval de Teresina

06/01/2017 - Atualizado em: 09/01/2017, 10:30 Publicado por: Allisson Paixão
Desfile das escolas de samba de Teresina pode não acontecer neste ano (Foto: Divulgação)

Desfile das escolas de samba de Teresina pode não acontecer neste ano (Foto: Divulgação)

O prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB) entrou o ano de 2017 realmente disposto a fazer valer a máxima de ‘enxugar a máquina’. Nem que para isso tenha de tomar medidas impopulares.

Depois de autorizar o aumento no preço da passagem de ônibus, Firmino mandou tirar o dinheiro que a PMT repassava às escolas de samba durante o Carnaval. Isso mesmo: Os quase R$ 100 mil doados às agremiações não existem mais.

Firmino já deu o recado e o novo presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FCMC) Luiz Carlos Martins confirmou. As escolas já estão informadas desde a quarta-feira passada e pretendem nem mais promover o tradicional desfile na avenida Marechal Castelo Branco, como nos anos anteriores.

É que apenas a Ziriguidum, do deputado estadual Fernando Monteiro, tem condições financeiras e estrutura de ir para o desfile. As demais são totalmente dependentes de verba pública. Vale lembrar: O dinheiro para promover o Corso de Teresina, no entanto, está assegurado.

Mão Santa diz que recebeu prefeitura “sucateada”, decreta emergência e aciona PF

06/01/2017 - Atualizado em: 06/01/2017, 08:26 Publicado por: Allisson Paixão

O prefeito recém empossado de Parnaíba, Mão Santa (SD), decretou estado de emergência em decorrência do que, segundo ele, encontrou ao tomar posse da prefeitura “sucateada” deixada pelo antecessor Florentino Neto (PT).

O decreto de número 2/2017, do dia 2 de janeiro, alega o que Mão Santa chama de “riscos a que estão expostos os interesses da população desassistida”. Entre as justificativas do novo prefeito, estão a falta de acesso ao material já licitado pela Prefeitura de Parnaíba.

Por conta disso as Polícias Civil e Federal já foram acionadas para colaborar na apuração dos problemas. Para piorar, Mão Santa recebeu a prefeitura tendo que pagar salários atrasados e os vários serviços contratados (terceirizados) que estão há muito tempo sem receber.

Vereador Dudu quer anular aumento no preço da passagem de ônibus

06/01/2017 - Atualizado em: 06/01/2017, 08:16 Publicado por: Allisson Paixão

O vereador Dudu (PT) demonstrando que a oposição, por mais pequena que seja, fará barulho este ano, já surgiu aprontando: quer anular o aumento no preço da passagem de ônibus, que passa de R$ 2,75 para R$ 3,30 a partir desta sexta-feira (06/01).

Dudu solicitou, formalmente, à Strans a planilha de custos aprovada em conselho e apresentada ao prefeito Firmino Filho, que já aprovou o reajuste. O petista disse que vai analisar o porquê do aumento e, caso não encontre justificativa suficiente, vai pedir pela anulação, seja via parlamento, seja via judicial.

“É o pacote da maldade do Firmino. Bem no começo do ano”, rotulou Dudu.

Heráclito Fortes compra briga com o próprio partido ao fazer indicação para o Banco do Brasil

05/01/2017 - Atualizado em: 05/01/2017, 07:58 Publicado por: Allisson Paixão
Heráclito Fortes (Foto: José Cruz / ABr)

Heráclito Fortes (Foto: José Cruz / ABr)

A nomeação de José Eduardo Pereira Filho para a vice-presidência de Governo do Banco do Brasil causou estresse no PSB. Pereira Filho só chegou ao posto por indicação do deputado federal piauiense Heráclito Fortes, a quem é ligado há muitos anos.

Acontece que boa parte dos deputados do partido não gosta da presença de filiados da legenda no governo. Querem que o PSB tenha autonomia e pense num projeto para 2018, longe do presidente Michel Temer. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, diz, no entanto, que a maioria dos parlamentares quer apoiar o governo Temer.

“Os parlamentares têm a liberdade de indicar para cargos. Quem quer sair do governo é minoria”, afirmou. A informação é da Coluna Expresso, assinada por Murilo Ramos no site da revista Época, do Grupo Globo.

Em Picos, Padre Walmir desprestigia seu principal doador de campanha, Araújinho

05/01/2017 - Atualizado em: 05/01/2017, 07:49 Publicado por: Allisson Paixão
Padre Walmir e Araújinho: parceria rompida? (Fotos: Divulgação)

Padre Walmir e Araújinho: parceria rompida? (Fotos: Divulgação)

O prefeito reeleito da cidade de Picos, Padre Walmir (PT), mal começou seu mandato já comprou um abacaxi para resolver.

É que ele desprestigiou nada mais, nada menos que o maior doador de sua campanha, Francisco de Araújo Filho, o empresário Araújinho, um dos homens mais bem sucedidos financeiramente na região.

Segundo consta no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI), Araújinho fez doação de R$ 65 mil à campanha do Padre Walmir. Foram duas transferências eletrônicas, em espécie: uma de R$ 50 mil e outra de R$ 15 mil.

Independente do apoio financeiro, o empresário esperava ser contemplado pelo atual prefeito com indicação de alguma secretaria. Nos bastidores da política de Picos a informação é a de que ele exigiu a pasta da Educação, mas não foi atendido.

Araújinho e Padre Walmir estão sem se falar e a possibilidade de rompimento é iminente.

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