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Flalrreta Alves

Material Escolar

12/01/2017 - Atualizado em: 12/01/2017, 12:10 Publicado por: Flalrreta Alves

Inicio do ano a gente já se prepara para as pautas obrigatórias: metas a serem cumpridas e pagamentos de boletos. Que tem filho (s), esses boletos incluem a famosa lista de material escolar.

Pela lei, a escola não pode pedir material de uso coletivo nem oferecer a opção de pagar na escola para que os pais não tenha que ir atrás dos itens (aquisição do material feita no próprio estabelecimento).

Mas… dura lex sed latex né?

Porque tem escola em Teresina que oferece a opção de receber o valor da lista em $$ (para que os pais não precisem comprar e levar o material em si) e tem escola que pede material de uso coletivo (a que minha filha estuda, por exemplo).

Vamos fazer um escândalo por causa disso? Nunca vi. Nem sei fazer, na realidade.

lista material Flal (2)

Será que o material será TODO utilizado? Imagem: Google

Acho um exagero a escola pedir 30 lápis de cada aluno da turma. Mas se eles acham que é necessário, me faço de doida e vou atrás dos benditos lápis mesmo sabendo que a peça pode variar de preço em até 400% (segundo o Procon). Tudo em prol do bom exemplo…

Na procura pelo melhor custo benefício, uma enxurrada de publicações com “dicas para economizar na compra de material escolar”. Torço para que um dia essa lista tenha um objeto empírico, porque até agora não encontrei nada além do óbvio ululante.

Focando a educação infantil (meu caso) não é muito produtivo procurar por livros na feira do livro usado (infelizmente). A maioria dos livros utilizado nesse nível educacional inclui pinturas, desenhos, recorte e colagem e, mesmo que o livro seja versão para professor, passar o corretivo reciclável não vai ajudar. Pelo contrário, atrapalha o espaço para desenho e pintura. Nesse caso, infelizmente ainda não é possível economizar tanto. Exceto se for uma mamãe (ou papai) que também seja professor(a), e usufrua do desconto de 15% em algumas livrarias, ou faça uso da legitimidade para comprar diretamente com a editora.

lista material Flal (1)

Na imagem só tem quatro, mas fiz umas DEZ cópias da lista. Imagem: Arquivo Pessoal

O que é uma pena porque um livro na feira custa até 50 reais, enquanto o mesmo livro na Livraria custa 149.90. Ingeri três copos de água e dois de café para aceitar que, INFELIZMENTE, eu teria que comprar o livro novo, caso não quisesse comprometer o desenvolvimento da minha filha durante a tarefinha.

Para não contaminar nos orçamentos, fiz várias copas da lista e entregava uma diferente em cada livraria/papelaria. O valor do livro novo também é bastante variável viu? E, acredite, o de 149,90 ainda era o mais barato!!!

Material de uso coletivo (aqueles que ficam na escola) também é espinhoso restringir. Embora não concorde com os trinta lápis por aluno da turma, penso que possa haver alguma dinâmica durante o ano letivo e essa riqueza de lápis seja utilizado.

Com as novas tecnologias e a sociedade em midiatização, existe a opção de criar grupos de whatsapp para compra de material escolar no atacado. Mamães e papais das escolas mais tradicionais de Teresina se unem em prol desse objetivo. Basta um CNPJ e tudo se ajeita.

Ilegal? Roberto da Matta diz que o jeitinho brasileiro existe para que possamos driblar as dificuldades da vida. Passar três horas e algumas chateações na fila para aquisição do material escolar pode ser suprimido pelas caixas em atacado e a divisão na casa de um coleguinha né? Rola até happy hour…

Outra dica consiste no aproveitamento de material do uso anterior. Existe alguma pessoal responsável pelo aluno que não faça isso? O carimbo escolar, por exemplo, já vai para o terceiro ano de utilização… O mesmo vale para a tesoura sem ponta, avental, pasta classificadora, portfólio…

Só não vai a mochila porque ela só aguentou dois anos! Não que esteja rasgada, carimbada, profanada, embriagada. Mas chega um momento em que a gente percebe a qualidade do material e deduz que aquelas rodinhas já não vão aguentar muito tempo. E se é para passar perrengues já no início das aulas, é melhor prevenir né?

Inicio das aulas tem cheirinho de caderno novo, caneta nova e esse ano terá mochila nova também!

Item caro, com certeza! Principalmente se os filhos pedem estampa de algum personagem patenteado pela indústria de entretenimento (Star Wars. Por exemplo). Mas, acredite, é possível encontrar mochila bonita e de qualidade por menos de R$ 300,00 viu? Temos exemplos empíricos … rsrs

Até ano passado fazia avaliação das livrarias/papelarias em que buscava os itens da lista. Numa escala de 0 a 10, atribuía notas àquelas em que eu era bem atendida e pela variedade de produtos disponíveis. Esse ano, para evitar injustiças (uma vez que não tive/terei tempos para visitar a maioria) optei por não fazer. Curiosamente, as notas das que pude ir continuam as mesmas do ano passado…

Tem coisas que não mudam né?

Mas e ai, como está a experiência de vocês?

 

 

 

2016, o ano do amor

31/12/2016 - Atualizado em: 31/12/2016, 16:40 Publicado por: Flalrreta Alves

 

Título audacioso para um ano marcado por separação de casais cuja união era símbolo de eternidade para os fãs né?

Isso se deve à idealização do que temos sobre amor: um deve ser do outro até o “para sempre” que ninguém procura saber aonde vai dá, exceto que seja para todo o sempre amém.

Com nossa essência ligada ao prazer, consideramos dores e “separações” frustrantes, uma vez que relacionamos amor a uma felicidade plena. Frustração que atravessa o campo pessoal e é levado para o campo ideológico, como a relação (casamento) de indivíduos que nem fazem parte do nosso convívio real (Bonner & Fátima, e Branjelina, por exemplo).

De acordo com Schopenhauer, criamos inconscientemente certos desejos para satisfazer nossos anseios e tornar nossa vida mais alegre. Dessa forma, anestesiamos a “dor” através de um prazer instantâneo que para ele não é amor nem felicidade.

Essa anestesia pode vir pela idealização de um “casamento dos sonhos”, uma família perfeita, amigo para todas as horas, um comercial de perfume…

Ai de maneira nada romântica, chega o “filósofo do pessimismo” e diz que amor é uma necessidade biológica e natural de procriação, disfarçado de subjetividades para o ser humano.

Há quem diga que Schopenhauer considera amor “uma dor” porque nunca encontrou felicidade nos relacionamentos. Aliás, levou incontáveis foras de mulheres pelo mundo.

Considero que Schopenhauer acreditava que o amor era um mal necessário e o erro estaria em esperar demais dele e acreditar que só amamos uma vez na vida.

amor

 

Com o decreto de monogamia para fins de desenvolvimento da propriedade privada, as frustrações de um relacionamento passaram a ser considerada dor, defeito, infelicidade e falta de respeito entre as partes, pois convencionou-se que uma pessoa seria TUDO o que um ser humano precisaria, sendo que esse tudo não incluiria defeitos e rotinas. Essa consideração além de irracional, é injusta, uma vez que deposita num individuo as expectativas de preencher lacunas que o outro não tem.

“Ninguém é feliz tendo amado uma vez” diz Raulzito.

A verdade, é que amor é tão mutável quanto paixão. Ele tem crises e se renova, tal como o capitalismo. A mais linda de todas as considerações, é que ele sempre permanece.

Quando Fátima e Bonner se separaram, muitos lamentaram  “não acreditar no amor”. O casal viveu juntos por mais de 25 anos e construiu uma relação profissional sólida, construíram patrimônio material, imaterial e educaram três filhos que, independente de qualquer coisa, continuarão tendo uma família.

Ouso dizer que o amor também não acabou, afinal, o que é amar?

Regina Navarro cita que, na melhor das hipóteses, “amor é uma convergência de muitos desejos, alguns deles sexual, outros éticos, muitos diretamente práticos, outros poucos românticos e fantásticos”. Tem uma série de considerações a respeito do tema em “O livro do Amor”, quem puder se permitir um presente de ano novo, recomendo a leitura.

Para mim, amor é cumplicidade, lealdade, admiração, incentivo. E fazendo, uso de Navarro, “não queremos só sexo e segurança, mas também felicidade, companhia, diversão, alguém para viajar, sair, ouvir conselhos, ter orgulho desse alguém, enfim, uma associação com quem é uma vantagem social e um aliado”. Isso não significa que é regra amar várias pessoas ao mesmo tempo, mas que a saúde mental do amor deve girar em torno dessas características. Renovar o amor sempre, ainda que seja com a mesma pessoa. ÓTIMO que seja com a mesma pessoa, inclusive!

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Amor é construção e cumplicidade (Imagem: divulgação)

Amor é construção e cumplicidade! Tem horas que cansa, que desiste, mas tem momentos que se renova. Nesse sentido, digo que Bonner e Fátima continuam se amando, pois estarão sempre apoiando e incentivando um ao outro (eu acho né. Não conheço o casal…).

Se é sentimento, desejo, palpável ou imaterial, não é a prioridade no momento. Devemos considerar que o amor não precisa ser idealizado para existir. Você pode amar na saúde e na doença, mesmo que não tenha contratos estabelecidos para isso. Inclusive, pode amar até se um contrato for desfeito.

Nossa “vontade” deve existir para tentar ser uma pessoa melhor, ter mais empatia, aceitar que nem tudo depende só da gente e que amor é muito mais do que aquilo que a indústria cultural nos coloca.

Amar a leitura de um livro, o cheiro de café quentinho, banho de chuva, comida exótica, companhia maravilhosa, sorrisos… não personificar.

Amor vem de dentro, de cada um de nós, e se renova a partir do momento que decidimos continuar a construção daquilo que chamamos amor.

Que em 2017 possamos ser mais amáveis e amados. Um ano intenso e cheio de realizações para todos nós!!

Feliz ano e amores novos!!

Aos trinta

21/12/2016 - Atualizado em: 22/12/2016, 08:30 Publicado por: Flalrreta Alves

Aniversariar no mês mais festivo do ano é exercer a paciência pela movimentação do rito e conciliar agenda de confraternizações. Como boa adepta do jogo do contente, escolho dançar conforme a música: onde tem #confras, tem parabéns para mim!

Em 2016, a idade é de rombo: 30 !!

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#Trintei, E NÃO FOI DE REPENTE!

Aos trinta, a empolgação por uma festa pode ser facilmente suprimida pela adrenalina e responsabilidade do final de período na universidade. Alegria tão gostosa quanto um bolo de chocolate fica por conta da nota 10 no histórico acadêmico.

Aos trinta, você já reconhece que há detalhes tão mais importantes e empolgantes que outros nem tão efusivos assim…

A internet está cheia de listinha sobre “coisas que você precisa saber/fazer aos trinta/antes dos trinta” e parece esquecer-se de finalizar com a mais importante: aos trinta, você já tem paciência para lidar com o fato de não ter se identificado com nenhum dos itens da tal lista.

Você já teve alguma lista de “coisas para fazer antes dos trinta”?

Na minha lista idealizada, eu deveria ter conhecido todos os países da América do Sul e concluído o doutorado. Na minha lista #reallife, conheço todas as capitais do Nordeste e ainda estou cursando o mestrado…

Frustração? Jamais!!

A mulher de trinta já tem um pouquinho de discernimento para separar o joio do trigo nessa sociedade cheia de contradições…

Contradições já apresentadas desde o século retrasado através do famoso livro de Honoré Balzac. Embora evoluídos em acessos e publicações,  “A mulher de trinta” ainda é uma das maiores referências para a “era Balzaquiana”.

Numa época em que a literatura exalta(va) romance idealizado por jovens e adolescentes, colocar uma mulher casada como protagonista para falar de relacionamentos, choca até uma sociedade nem tão doutrinada no conservadorismo/tradicionalismo  como a francesa. Através da personagem Julie, Balzac valorizava a beleza, experiências, pensamentos, desejos, angústias, e o direito de ser feliz daquela que não era tão mais jovem e dependente (emocionalmente).

Se nos dias atuais, mulher tentar mostrar que o rei está nu é motivo para adjetivação dos mais chulos termos, imaginem no século XIX quando não existia lei de apoio nem organização civil que levantasse a discussão por direitos e respeitos da mulher (que hoje chamamos de feminismo).

Quando publiquei aquele primeiro texto nesse espaço, fiquei atenta à recepção dos mais diversos tipos de público.
Como boa balzaquiana, só absorvi o que me acrescenta!!

À propósito, o termo “Balzaquiana” entrou no vocabulário português para muito além da referência à obra de Honoré Balzac. O adjetivo passou a ser utilizado para qualificar pessoas com mais de trinta anos – a maioria do sexo feminino- como sinônimo de maturidade e sapiência.

Tem quem use para qualificar uma pessoa “ousada”, que “não respeita seus limites de idade” (tipo Suzanna Vieira distribuindo vitalidade). Mas é como dizem os linguistas: a língua é viva e mutável, se não houver semântica…

O fato é os anos passaram, os textos aumentaram, várias e várias mulheres trintaram e algumas coisas continuam as mesmas : Trinta anos e ainda não casou? Não teve filhos? Não concluiu um curso superior? Não tem carro nem casa?

Essa lista só aumenta…

Se você já tem mais de trinta anos e não completou a lista ou “teme” chegar a essa idade por medo de pressões, respira e não pira! Lembre-se sempre: nesses tempos pós modernos, o maior luxo que se tem é a saúde mental. E, aos trinta, ela também chega de vento em polpa.

kusses

Seja

08/12/2016 - Atualizado em: 09/12/2016, 17:57 Publicado por: Flalrreta Alves

O mês mais festivo do ano já começa com a expectativa pelo o que está por vir. A sociedade do imediato quer ficar antenada pela novidade e assunto do momento levando em consideração os extremos. O Fla x Flu do futebol atravessa o campo da política (mortadela x coxinhas), da religião (cristão conservador), estética capilar (cachos x chapinha), literatura (Harry Potter ou Senhor dos anéis?) deixando a mínima opção possível para interagir entre os dois.

Para essa primeira postagem, vou me ater à cobrança estética. (tem que rolar uma apresentação antes né?) Sou mãe, filha, esposa, estudante de pós graduação stricto sensu, amiga, consumidora de audiovisual e literatura. Mas isso não me protege quanto à cobrança externa de ser consumidora de coisas aleatórias.

Em conversas sobre os itens que adoro consumir, sempre um desabafo feminino em relação às mesmas cobranças. Resolvi então fazer um pequeno texto para essas mulheres lindas e de personalidade forte:

Adapte-se ao Menequitepás

Ela não sabe qual variação de batom nude utilizar para alinhar um lápis de olho com a base para o rosto. Aliás, a maioria das vezes, ela nem sabe usar batom e diante de tanta cobrança para “ser linda”, sente-se culpada por isso.

Moça, você é linda! Já leu esse poema hoje?

Se o cabelo não fica com aquele penteado do momento ou seus cachos por hoje não estão definidos, é sempre importante lembrar que a beleza deve ser intensa.

Ame, grite, chore e elogie. Você é linda!!

Seus dentes são separadinhos  só para lembrar que seu sorriso deve ser largo. Distribua-o por ai.

E se eles não estiverem da cor de neve, compartilhe as lembranças do bom café, chocolate e vinhos,  de preferência, em boas companhias. Definitivamente, não há beleza mais rara!

Suas unhas estão roídas pela ansiedade de ter assistido aquele filme ou pela ansiedade daquela resposta de final de ano?
Desde que você não seja modelo de mão, não motivo nenhum para se culpar por não ter um esmalte intacto realçando sua beleza.

salto

Imagem: Divulgação

Não se culpe se você não sabe usar salto ou não se sente à vontade usando vestido e/ou falando baixo.
Não se culpe por ter mais livros que sapatos.

Não se culpe se você gosta de elogiar as pessoas e isso é mal interpretado.

Não se culpe por ser intensa, se apaixonar e levar um pé na bunda, reprovar naquele exame em que a maioria consegue passar “de primeira”…

 

 

 

Acredite, até no universo paralelo as pessoas são únicas.

Se você quiser, quando for para acontecer, todo o universo vai conspirar a favor. Até lá, VIVA como se sentir melhor. Tente ser uma pessoa melhor. Compartilhar amor, carinho e lealdade.

O mundo já está cheio de gente compartilhando “ódio” e mostrando “como se faz”. Seja diferente!

Procure ajudar a fazer a fazer. Chegue juntos. Coloque luvas de pelica. Revolucione!

Dentro de cada uma existe sentimentos bons que só você pode oferecer. E se der vontade de mudar, mude!

Mudar é ótimo para ser diferente. E nessa vida, só a morte é irreparável!!

Feliz dezembro!

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